|
|
 |
História e Origem
Vila
turista por excelência desde 20 de Julho de 1925 dista cerca de 15 Km da sede do
Concelho que é Chaves.
Com
uma área que ronda os 6,5 Km/2 e nela residem aproximadamente 1180 Vidaguenses
que muito orgulho têm pela sua terra.
Situada
no fundo de um vale apertado onde confluem o rio Avelames e a Ribeira de Oura, a
freguesia de Vidago estende-se por uma área de 6,4 km2, localizando-se a cerca
de 18 km de Chaves, sede do concelho. Em volta da vila de Vidago estão as serras
do Alvão e da Padrela e a norte está o pico de Santa Bárbara, local recheado de
história.
Os resultados preliminares do Censos 2001 revelam que Vidago é habitada por 1
179 indivíduos, 568 dos quais são homens e 611 mulheres, agrupados em 381
famílias, que habitam os 643 alojamentos registados.
Pelas suas águas-minero-medicinais, Vidago é considerado um verdadeiro Éden. As
águas de Vidago, muito especialmente as da nascente n.º 1, de uma alcalinidade
superior a qualquer água portuguesa, excedem também em alcalinidade a de Vichy.
Na Europa só há outra estância, onde se dão injecções de água viva, Uriage
(França). Tais injecções são intramusculares, para a cura de eczemas, coriza
hidroreica, urticária, bronquites, asma, etc.
A
origem de
Vidago
Há quem diga que Vidago foi uma estância termal no tempo dos Romanos, que ali
iam fazer as suas curas e tanto bebiam como lavavam os seus corpos nas santas
águas, para curar os seus males. Sabe-se que o seu povoamento é muito anterior
ao século XII, embora nessa altura não passasse de uma aldeia sem mais
importância do que as circunvizinhas. É natural que o lugar já fosse povoado em
épocas pré-romanas, como se deduz da arqueologia, da topografia e da própria
toponímia locais, visto que não só a sua situação geográfica a tornava própria à
defesa estratégica, como também a riqueza da região em águas minerais não seria
desaproveitada pelos Romanos, que sempre usaram as nascentes termais, onde se
encontravam.
O
achado das
Águas
Esta aldeia pequenina, que estava como lugar pertencente à freguesia de Arcossó,
passava despercebida na geografia continental. Em 1863, Manuel de Sousa,
lavrador desta localidade e natural da risonha aldeia de Vidago, vindo de uma
das suas propriedades, ao passar pelo Souto, terreno pertencente a João das
Fragas e Aurélia Rita, denominado “Palheiros”, debruçou-se sobre uma pequena
poça para beber água, a qual nem para regar era aproveitada, visto a sua
nascente ser insuficiente, perdendo-se na terra lavrada.
Manuel de Sousa, fosse pela sede que levava, fosse pelo destino que o celebra
como achador da água, bebeu dela e achou-a picante, logo encontrando boa
disposição no seu estômago, do qual sofria de enfartamento. Já que havia
encontrado tal alívio, continuou a beber da mesma água, transmitindo depois o
achado à sua parente D. Júlia Vaz de Araújo, que foi quem as levou, logo de
seguida, ao conhecimento do Dr. Domingos Vieira Ribeiro, que tinha a sua
residência em Chaves.
No mesmo ano da sua descoberta foram levadas para análises 12 garrafas de água
mineral, alguns espécimes de rocha, terra e resíduos, para o Laboratório da
Escola Politécnica. Logo que as águas foram descobertas, e quando se faziam as
respectivas análises nos laboratórios químicos de Lisboa e Porto, o Dr. António
Vítor de Carvalho e Sousa, da Aldeia de Vila do Conde, olhava com admiração a
nascente da qual brotava a água que amainava o seu padecimento de gota que tanto
o atormentava. Então, o Dr. Carvalho e Sousa, maravilhado com tão bom resultado
deste achado, mandou fazer à sua custa a fonte que primeiro teve a honra de
figurar no local da emergência.
Economia
Local
Em termos da vida económica local, o sector primário continua a ter alguma
importância, mas não como em décadas anteriores. Actualmente, apenas pouco mais
de 80 pessoas ainda se dedicam à agricultura, sendo as explorações agrícolas
caracterizadas por minifúndios (90%) e médias propriedades com rentabilidade
(10%), destinadas ao cultivo de produtos hortícolas, batatas, cereais e á
produção vinícola, tendo-se verificado. O sector secundário é um dos principais
pilares da economia local, devido essencialmente às águas minero-medicinais,
principalmente das marcas “Vidago Salus” e “Campilho”.
Além do turismo, a construção civil é outra área que tem sido dinamizada graças
aos investimentos feitos por emigrantes locais, fundamentalmente ao nível de
construção de habitação própria. Por último, no sector terciário, a freguesia
encontra-se dotada de alguns serviços públicos, como são os casos de um posto de
GNR, uma corporação de bombeiros, uma extensão dos serviços camarários através
do posto de atendimento municipal, um posto de atendimento da Segurança Social,
o mercado municipal, bem como diversos serviços públicos de saúde e ensino.
Património
Arquitectónico
No âmbito das atracções turísticas, sobressai o património monumental
realçando-se a igreja matriz, as capelas de S. Simão e do cabo, o Solar dos
Machados (brasonado e com capela), os edifícios do Hotel Vidago e do Palace
Vidago Hotel, a Torre do Miradouro com a capela do Couto.
Associações
Culturais
e Desportivas
Na vida associativa local o destaque vai para o trabalho social que tem sido
desenvolvido Pelos Bombeiros Voluntários da Vila pela prontidão de monstrada no
socorro ás populações. Pelo Vidago Futebol Clube, e a Casa de Cultura de Vidago. Estas
associações contam já com algum equipamento. A freguesia tem dois pavilhões
gimnodesportivos, e um campo de jogos.
Festas,
Feiras
e Romarias
A Feira anual de
S. Simão realiza-se a 28 de Outubro. As festas da elevação de Vidago a Vila, no
dia 20 de Julho e a de Nossa Senhora da Saúde no primeiro fim-de-semana de
Agosto.
|
 |
|
Vidago
|
|
Atrás da Objectiva |
| |
|
 |
|
Vidago Antigo |
| |
|
 |
|
Vidago Actual |
| |
|
 |
|
Parque Antigo |
| |
|
 |
|
Parque Actual |
| |
| |
| |
| |
| |
|