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Cadáveres entregue às famílias erradas
A identificação errada de dois cadáveres levou à
sua troca no IPO Instituto de Oncologia
do Porto e só não chegaram a ser enterrados
porque familiares, descobriram o engano.
Uma troca de cadáveres
provocou, no dia 30 de Janeiro, cenas de choro e
indignação à porta do IPO- Instituto Português
de Oncologia, no Porto. As famílias dos defuntos
teceram duras críticas aos responsáveis pelo
desleixo e insensibilidade" e, chocadas com a
situação, prometeram exigir o apuramento de
responsabilidades. "Foi uma vergonha”.
Manuel Carneiro Teixeira, (Potinho) de 59 anos, natural de
Vidago e residente há já alguns anos em Ponte de
Lima, faleceu às 6.00 da manhã da passada
quarta-feira 30 de Janeiro, no IPO, onde estava
internado para tratamentos de um cancro de
intestinos e já em fase terminal, depois de ter
passado por outras unidades hospitalares
nomeadamente no estrangeiro.
No mesmo dia outro indivíduo faleceu e ambos os
corpos foram para a morgue do hospital, onde
começou a confusão.
A família do outro falecido, de nome Joaquim
Moreira de 69 anos e residente na freguesia de
Pereiro em Carrazedo de Ansiães, deslocou-se
para identificar o corpo do seu ente querido e
ainda no IPO verificaram que o corpo não era o
do seu familiar.
Como no caso do Manuel Carneiro Teixeira, foi o
proprietário de uma agência funerária de Vidago,
Vítor Costa quem se deslocou para transportar o
corpo, não houve ninguém mais próximo a
confirmar que era ele quem ia no caixão.
Chegado à tarde a Vidago, para o velório, a urna
foi aberta e, para surpresa geral dos familiares
que aguardavam a sua chegada, quem ali estava
não era Manuel Carneiro. Lucinda Gonçalves,
esposa do falecido, contou que era um homem
bastante diferente e mais forte, manifestando
que a situação foi aborrecida, e deixou
espantada e indignada toda a família.
Pelo que conseguimos apurar, a troca terá tido
origem nos funcionários do hospital que
inadvertidamente teriam trocado as fichas de
Óbito e identificação dos cadáveres.
Por Sua vez, o proprietário da agência
funerária, afirmou que vai exigir do IPO todas
as despesas suplementares efectuadas uma vez,
que para efectuar um só funeral teve que se
deslocar duas vezes ao Porto e os transtornos
que isto causou referiu. |